sábado, 3 de março de 2012

Ibama apreende 80 periquitos em situação de maus-tratos no aeroporto de Belém

Belém (02/03/2012) – O Ibama apreendeu nesta quinta-feira (01/03) 80 periquitos-australianos (Melopsittacus undulatus) em situação de maus-tratos no aeroporto Val-de-Cans, em Belém, no Pará. A empresa aérea Gol alertou os agentes ambientais federais da chegada das aves, que estavam aglomeradas numa única gaiola, sem puleiros, água, comida e espaço. Os animais haviam sido despachados no dia anterior por uma criadora da espécie de Fotaleza, no Ceará, para uma loja de animais de estimação localizada em São Brás, bairro central da capital paraense. A responsável pelo envio dos periquitos foi multada em R$ 24 mil pelo instituto e ainda responderá civil e criminalmente pelo crime ambiental.




“A criadora provocou sofrimento aos animais ao mantê-los por horas em privação de tudo”, disse o chefe do posto do Ibama no aeroporto de Belém, Luiz Paulo Albarelli. Segundo ele, os animais chegaram do Ceará na noite de quarta-feira, mas a companhia aérea somente na manhã do dia seguinte denunciou o caso ao órgão ambiental. "Se ficar comprovado que a empresa foi negligente, deixando os animais desnecessariamente sem cuidados por mais de 12 horas no terminal de carga, ela também será autuada", explicou.

Caso que se repete

Esta é a segunda autuação do Ibama por causa de maus-tratos a periquitos-australianos em pouco mais de um ano. Em janeiro de 2011, a Tam foi multada em R$ 5 mil por maus-tratos contra duas aves, também no aeroporto de Belém. A empresa aérea foi contratada para transportar os periquitos do Galeão, no Rio, ao terminal de Val-de-Cans. Os pássaros deveriam seguir em um voo direto, cuja duração era de três horas e meia, mas acabaram despachados por engano para Fortaleza, levando mais de 18 horas para chegar ao destino.



Um dos animais de estimação mais populares no mundo, os periquitos-australianos não são nativos da fauna silvestre brasileira e, por isso, podem ser criados em cativeiro. A legislação ambiental, no entanto, os protege contra crueldade e maus-tratos. A multa é de até R$ 3 mil por espécime maltratado e a pena pode chegar a um ano de detenção.



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