sábado, 24 de setembro de 2011

A Prevenção Essencial

É obrigatório que façamos quarentena de no mínimo 21 dias com a nova ave adquirida, antes de introduzi-la no ambiente onde estão mantidas nossas outras aves. Esse período é determinado pelo tempo de aparecimento dos sintomas e da eliminação dos agentes da maioria das doenças das aves que foram para exposições, concursos, torneios e que foram compradas ou emprestadas.

A quarentena pode ser feita em outro ambiente, usando gaiolas limpas e preparadas para esse objetivo. Deveremos então fazer os exames preventivos para as diversas doenças, que forem possíveis de ser realizados, e manter a ave em constante observação.

Observar ainda a ocorrência de ácaros, parasitas de pena e pio¬lhos de sangue. A qualquer sinal de anormalidade deve ser providen¬ciado o processo curativo. Só poderemos colocar o novo pássaro no convívio próximo com os demais depois de nos cientificarmos de suas reais e boas condições de saúde.
Para os passarinheiros que possuem poucas aves, a quarentena pode ser feita de outra forma; fazer um compartimento de madeira ou metal em que encaixe uma ou duas gaiolas grandes. Esse compartimento pode ser colocado em um quartinho, banheiro ou lavanderia e assim que terminar o período, é lavado, esterilizado e guardado em local que não atrapalhe. Poderá também ser usado como compartimento hospitalar. É de fácil manejo, limpeza e remoção e não requer reformas na casa.

Outra questão importante é procurarmos averiguar de onde estão vindo as sementes que utilizamos; precisamos ter segurança que estão bem armazenadas em locais limpos e secos, senão corremos o risco de alto índice de fungos, o maior inimigo da criação doméstica.

O tratamento diário das aves deve obedecer a um fluxo exato, passando-se primeiro pelas aves em reprodução, voadeiras e por último pelas aves em quarentena. Não retornar nunca às outras salas com a mesma roupa ou sapato. Podemos usar pedilúvios nas portas, feitos com bandejas com solução desinfetante ou de cal, ou mesmo cal seco, local em que devemos pisar na entrada e na saída. Além disso, devemos orientar funcionários e possíveis visitas a fazerem o mesmo. Sem querer, levamos agentes em nossos sapatos e roupas ou através de objetos de uso comum que devem ser evitados.

Muita gente, com excelentes resultados, pulveriza semanalmente o criadouro, inclusive os pássaros, as gaiolas e os ninhos, com fungicida/bactericida natural.

Outro tipo de prevenção é a que deve ser feita de 6 em 6 meses em todo o plantel, ou seja, controle da verminose, coccidiose e bacterioses:
- verminose: existem vermífugos no mercado à base de mebendazole, levamizole e ivermectina, todos com vantagens e desvantagens, com doses específicas que devem ser repetidos após 15 dias;
- coccidiose: da mesma forma que para a verminose, existem vários medicamentos, só que devemos lembrar que alguns são capazes de eliminar totalmente o protozoário sem gerar imunidade, tornando a causar novo surto dois meses após a medicação;
- bacteriose: dependendo da bactéria de que queremos fazer a prevenção, já temos que descartar medicamentos que só dão resistência. Antibióticos de largo espectro e novos no mercado são ótimos para a cura e não devem ser usados aleatoriamente como preventivo, pois estaremos perdendo armas de combate potentes, deixando de lado armas eficazes para prevenção. Lembrar que sulfas causam azospermia (falta de espermatozóide no sêmen) temporária nos machos, atrapalhando a reprodução.

Obs: após o tratamento preventivo, administrar complexos vitamínicos completos durante 20 a 30 dias.

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